quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Adendo - Surdez crônica



Me Adora
Pitty

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

SABE O QUE ACHO? Aceito a apatia se vier. Esperei vc ir embora p perceber, mas o que adianta chorar sobre o leite derramado. A vida é tão cheia de enrascadas q mal posso entender qdo foi que deixei de ouvir. Será q foi pq achei q não me ouvia mais? Os paradigmas da vida. Perceber o outro e a si mesmo. Parcimônia. E o que é?

^C - Reality Show Cast Offs com deficientes físicos causa polêmica


Se você acha que No Limite pega pesado, o Channel 4 da televisão inglesa está preparando seu novo reality show que está causando muita polêmica, e você verá que No Limite são para os fracos. Serão reunídos um cego, uma surda, um paraplégica, uma anã, outra com querubismo e um afetado pela talidomido que serão soltos em algum lugar bem longe da civilização com o intuíto de enfrentarem os tabus que envolvem as pessoas que possuem algum tipo de deficiência física.
Muitos acreditam que o programa não ajudará nessa quebra de tabus mas sim irá explorar os deficientes tornando a atração sensacionalista.
Via Buteco, MDig e SuperPérolas

SABE O QUE EU ACHO? Bem… é claro q a emissora irá lucraR horrores com esse reality-show, mas acho interessante que o deficiente seja levado à TV com esse apelo de realidade.
As Pessoas vão conhecer outras pessoas que sonham, q têm desejos e aspirações. Pessoas comuns (alguns super-heróis e heroinas) que decidiram lutar, arregassar as mangas e ter uma vida. Vontade de viver não escolhe corpo, escolhe alma!
Quem sabe a partir disso, pelo menos, as pessoas fiquem menos zangadas por terem q, as vezes, facilitar, q seja ao respeitar uma vaga no estacionamento. Sabe... não atrapalhar pelo menos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

^C - Sonhei



Sonhei e fui, sinais de sim,
Amor sem fim, céu de capim,
E eu olhando a vida olhar pra mim.

Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.

Sonhei e fui, num sonho à toa,
Uma leoa, água de Goa,
E eu rogando ao tempo:
- Me perdoa
E eu rogando ao tempo:
- Me perdoa

Sonhei pra mim, tanta paixão,
De grão em grão, verso e canção,
E eu tentando nunca ouvir em vão.

Sonhei, senti, sol na lagoa
Céu de Lisboa, nuvem que voa,
E um país maior que uma pessoa.

Sonhei e vim, mares de Espanha,
Terras estranhas, lendas tamanhas,
E eu subi sorrindo essa montanha.
E eu subi sorrindo essa montanha.

Sonhei, enfim, e vejo agora,
Beijo de Aurora, ventos lá fora,
E eu cantando a Deus e indo embora.
E eu cantando a Deus e indo embora.
Lenine



SABE O QUE EU ACHO? Ser plural é mais que ser, pq é ser mais. É dividir, é comungar... contemplar a vida. está além do corpo, nasce das entranhas e se extende a todo universo. Sonhei e continuo sonhando o mesmo sonho. Agora repaginado.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ADENDO - Ele disse Adeus



O amor chegou ao fim.
Será?
Sabe aqueles filmes que terminam deixando a sensação e a impressão de algo ainda estava para acontecer - Aí as luzes se apagam e por alguns segundos não se sabe para onde ir e qdo volta a enchegar, segue até saída e mesmo no carro, em casa e onde quer que vá, o filme volta a cabeça e você tenta imaginar o que poderia ter acontecido.
Por fim, o filme é a vida que ainda está por acontecer e não adianta se queixar depois de sair do cinema.
Reclamamos a falta de borboboletas e nem reparamos que fomos nós que matamos todas as lagartas [frase do twitter].
Erros e acertos fazem parte do nosso dia-a-dia. O melhor a fazer é seguir, mas sem deixar de olhar para trás para não se perder de vista.
Sinceridade é diferente de estar certo. E quando o amor quer ir embora, o que menos importa é quem está certo ou errado.
O que foi feito do amor? E as juras de amor? Os sonhos e planos?
Enterramos com o dia-a-dia?
Será este "O triste fim do Policápio Quaresma?" - não li esse livro, mas essa frase sempre vem a minha cabeça e outra: E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José?
sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta;
quer morrer no mar, mas o mar secou;
quer ir para Minas, Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse....

Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja do galope, você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade

SABE O QUE ACHO? Tenho que reletir mais sobre: Matamos todas as lagartas, e depois reclamamos que não há mais borboletas; e...
“Amar é conhecer mais do outro do q ele sabe de si próprio e descobrir que ele conhece mais de nós do que nós mesmos” Eduardo Sá

O Vento - Los Hermanos [se a gente não sabe + rir um do outro, então o q resta é chorar]
http://www.youtube.com/watch?v=uXRSBsG9myY

Ela disse adeus - Paralamas do Sucesso [adoro o clipe]
http://www.youtube.com/watch?v=sxBPKpwb7yI&feature=PlayList&p=41FC6445242AD84A&playnext=1&playnext_from=PL&index=21

Onde você mora - Cidade Negra [adoro a letra]
http://www.youtube.com/watch?v=GKPkkCoNh-g

ps.: copie os links e cole no navegador p ver os clipes.
imagem copiada do blog http://angeleinsof.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-31.html ÓTIMO BLOG!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

ADENDO - Auto-inflamável



"Fiquem longe de mim."
Deveria ter uma placa no meu pescoço! E talvez no pescoço de muita gente machucada por aí.
As lições que aprendemos na vida muitas vezes criam uma casca protetora, que na maioria das vezes, ao invés de proteger, simplesmente afasta as pessoas.
É um tropeço aqui, uma guinada ali, uma investida aqui, uma vitória aqui e outras tantas derrotas. Mas o que fazer além de seguir?
- Tentar esquecer e bola para frente, dizem os que estão de fora.
André Gide, sabiamente dizia: Há aquilo que se sabe e há aquilo que se ignora. Entre uma coisa e outra está aquilo que se supõe - e o fato é que sempre que nos relacionamos trazemos do outro um pouco para si. Seja um sentimento, uma experiência, uma lição. Seja esse relacionamento amoroso, de amizade ou de aprendizado. Seja uma boa interpretação, ou seja, um ato de intolerância. Ainda será sempre o que supomos.
Os meus colegas de fisioterapia no AACD, já tinham feito terror sobre como minhas pernas iam ficar flácidas, ia ter barriga e braços gordos (o que mais ou menos não aconteceu).
Estava acreditando que logo não seria mais agradável aos olhos de todos, como tinha sido até ali e além do mais – pensava eu – quem vai querer ficar com alguém que depende de uma cadeira de rodas?
E olha que nessa época ainda nem imaginava quantas implicações esse fato traria para minha vida. Coisas boas e ruins, posso adiantar.
Para minha surpresa não demorei a ter minha primeira experiência sentimental.
Arrumei meu primeiro namorado depois do evento cadeira de rodas ainda no hospital. AHuHauHAu Não que tivesse tido muitos depois disso, mas esse com certeza me promoveu de ninguém, a alguém possível de ser amada.
Soube a partir de então, que não ia ser uma cadeira de rodas que iria afastar as pessoas, só não soube ainda, que ela proporcionaria a mim uma vida completamente diferente da maioria delas.
É! Eu não podia nem imaginar, mas hoje sei que não é nada fácil e por mais que me esforce não consigo afastar a insegurança e as frustrações do dia a dia sem que as pessoas próximas percebam e se sintam afetadas por elas.
Custa a mim chegar a essa conclusão, mas como dizia Diacomo Leopardi, o meio mais seguro de ocultarmos aos outros os limites do nosso saber é nunca os ultrapassar.

SABE O QUE EU ACHO? É melhor não provocar a vida e ela deixa estar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

^C - Tecnologia a serviço da vida desde 2006



Cláudia Mitchell é a quarta pessoa, e a primeira mulher, a receber um braço biónico controlado pelo seu pensamento. O aparelho, criado por médicos e engenheiros do Instituto de Reabilitação de Chicago, funciona detectando os movimentos dos músculos que são ligados aos nervos que ficaram do seu braço perdido
O braço biónico de primeira geração “mudou minha vida dramaticamente”, diz Cláudia Mitchell de Ellicott City, que perdeu o braço num acidente de moto. Agora ela pode fazer qualquer tipo de tarefas diárias. Mitchell fez uma demonstração da sua prótese em Washington, acompanhada da primeira pessoa que recebeu um braço biónico. O Instituto tem um orçamento anual de US$ 50 milhões do DARPA (Defense Advanced Research Projects), para criar membros artificiais.



SABE O QUE EU ACHO? A notícia é velha e como se pode ver, não é por falta de tecnologia que a vida dos portadores de deficiência física não é facilitada. Onde vão parar todos os experimentos de que se tem notícia... Na gaveta de quem?
A falta de interesse começa pelas ruas, calçadas e banheiros, mas termina por engavetar todos os sonhos. Parabéns aos pesquisadores e meus pêsames a quem precisa da iniciativa do estado em pról da cidadania.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

^C - Corpo e Filosofia: Sobre comentário em "manual do curioso"

Corpo e Filosofia - Parte I
Na história da filosofia tradicionalmente pensa-se ‘corpo’ como o corpo humano, porém, no princípio da filosofia, esta ocupava-se da investigação da natureza, investigação sobre os corpos, sendo corpo aqui não apenas referente ao corpo humano.
Na antigüidade houve uma virada cognitiva, mudando de filosofia da natureza para uma teoria a respeito do homem, sendo o marco dessa virada subjetiva Sócrates e a máxima “Conhece-te a ti mesmo”. Essa máxima socrática se dirige mais às potências da alma do que às do corpo.
Corpo X alma. – Corpo como um obstáculo (Fédon). X Importância dos prazeres para elevar a alma à contemplação do belo, atuando aqui o corpo como meio para se chegar a um fim mais elevado (O Banquete).
Figura de Sócrates, curiosa: ascetismo em relação ao corpo X figura que tem um domínio sobre os prazeres corporais.
A tradição cristã se apoiou no discurso de Sócrates no Fédon para construir interdições morais acerca do corpo.
Malebranche: deve-se fazer o máximo para se esquecer que se tem um corpo.
Descartes: busca de dar ao corpo uma mesma dignidade ontológica que a da mente através dos conceitos de substância pensante e substância extensa. Corpo menos conhecido que a mente, sendo a última mais imediatamente conhecida pelo próprio sujeito: espécie de inversão em relação à nossa experiência cotidiana em relação ao nosso corpo.
Música: “Elegia”, Caetano Veloso.


video

Corpo e Filosofia - Parte II

Final do Fédon (sacrifício de um galo a Asclépio): outra interpretação de alguns especialistas de Platão, como se esse final representasse Platão se colocando dentro do diálogo, já que o filósofo estaria enfermo. Os defensores dessa leitura consideram que não há uma condenação tão forte do corpo em Sócrates quanto se tentou fazer parecer a partir de uma leitura que só leva em conta o Fédon desconsiderando os outros diálogos platônicos.Essa interpretação vai contra a tradição legada de um Platão e Sócrates detratores do corpo, e é nisso que Nietzsche insiste muito na Gaia Ciência que lê nesse trecho final o posicionamento socrático colocando como se morrer fosse curar-se da doença.
Dentre os filósofos que defenderam o corpo temos Spinoza, que defende a importância de um cultivo do corpo. Segundo o filósofo corpo e mente são um só indivíduo concebido ora segundo um atributo, ora segundo outro (extensão / pensamento). A mente é idéia do corpo e em função disso, se o indivíduo não cultiva todas as potencialidades do seu corpo ele não vai cultivar todas as potencialidades de sua mente.
Spinoza: diz que o escárnio é uma coisa ruim, mas não se deve confundir o escárnio com o riso, riso é sempre bom porque é uma manifestação da alegria: alegrar-se equivale à satisfação de uma necessidade fisiológica.
Leitura do escólio da proposição 45 de Spinoza.

Música: “Tatu Marambá”, Tom Zé.


Corpo e Filosofia - Parte III

Pergunta: Spinoza teria formulado a questão sobre o que pode um corpo, questão essa retomada posteriormente por Deleuze.
Spinoza: ninguém até o presente determinou o que pode o corpo só pela natureza corporal. O filósofo vai dizer isso quando ele quer dizer que não há causalidade real entre corpo e mente, ou seja, não é a mente que determina o corpo a agir e nem o contrário. Deleuze retoma isso através de uma aproximação com Nietzsche e também se valendo de uma noção criada por Artaud que é a de “corpo sem órgãos”.
Deleuze vai entender essa pergunta de Spinoza como um convite à experimentação: já que ninguém sabe o que pode o corpo é necessário fazer uma experimentação acerca das potências do corpo.
Corpo como um modelo (nesse sentido vê-se a aproximação com Nietzsche) e ninguém sabe o que pode o corpo, do mesmo modo ninguém sabe o que pode a mente.

- Conceito de corpo sem órgãos:
“Como Criar para Si um Corpo sem Órgãos” é um dos Mil Platôs de Gilles Deleuze e Guattari. Os filósofos vão entender a substância como a possibilidade de unir todos os corpos sem órgãos, ou seja, todas as experimentações individuais, cada corpo sem órgãos é como um modo. Como uma transposição dos conceitos que Spinoza cria na ética com os conceitos que eles estão criando no Mil Platôs.
Corpo sem órgãos não significa o corpo esvaziado de seus órgãos. Um corpo sem órgãos se faz não contra os órgãos mas contra a organização dos órgãos sob a forma de um organismo (um corpo em que cada parte tem a sua função assinalada.).
A idéia chave do conceito de corpo sem órgãos é que os órgãos vão ser destituídos de suas funções orgânicas nos processos de desejo. Por exemplo, a sexualidade humana que não se limita à reprodução. E não se limita à sexualidade, pode-se pensar a alimentação, o atletismo que busca uma ultrapassagem dos limites orgânicos, a arte, dentre outros.

Música: “Angústia”, Secos e Molhados.




Corpo e Filosofia - Parte IV

Pergunta: referência ao escólio 45, necessidades do corpo X excessos.
Não se trata só de satisfação das necessidades, a não ser que se considere necessidades em um sentido bem amplo. Trata-se de um cultivo do corpo e de uma busca de proporcionar prazeres corporais a si mesmo, porque isso desenvolve as aptidões do corpo, mas há uma dosagem em relação ao uso desses prazeres.
Deleuze lê Spinoza a partir de uma idéia de experimentação; ele lê a frase “Ninguém até o presente determinou o que pode um corpo” como um convite à experimentação das potências do corpo. Mas essa experimentação não deve ultrapassar os limites, pois quando isso ocorre aquilo que era um aumento de potência começa a virar uma diminuição das potências. O limite é dado primeiro por essa idéia de que a coisa deve ser agradável e permanecer agradável (não levar à dor) e, além disso, você não deve estimular uma só parte (ou potência) do seu corpo.
Deleuze também vai trabalhar com essa idéia de limite que se coloca de um modo muito radical porque a experimentação da qual ele fala (conceito de corpo sem órgãos) envolve uma destituição das funções biológicas dos órgãos. Se os órgãos forem completamente destituídos das suas funções biológicas o indivíduo vai criar para si um corpo morto. O limite último da experimentação desejante é a morte. Assim, a experimentação exige uma prudência que é muito diferente da prudência aristotélica porque não é possível estabelecer uma justa medida a priori; prudência como dosagem que só pode ser encontrada na experiência.
- É possível colocar a arte como uma necessidade de um corpo sem órgãos?
Seja necessidade ou não, a experimentação artística pode ser pensada usando esse conceito de corpo sem órgãos. Por exemplo, através da ruptura dos cânones artísticos nas novas manifestações artísticas segundo as quais o gesto pode ficar marcado na obra, como na pintura e na dança.

Música: “Try”, Janis Joplin.

Resumo por: Camilla Felicori - Categorias: Estética e arte, Filosofia e Sociedade

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Manual do curioso



Ser cadeirante não é nada mal.
Ninguém espera nada de você e se por acaso desistir do modo de vida moderno, ou seja, trabalhar, estudar, ter lazer, viver; tudo bem. Vai ter sempre alguém por perto para te amparar, cuidar.
Desde que continue no papel de vítima.

É normal que se pense nas limitações, nas dificuldades, na falta de estímulo e até na falta de força de vontade para formar uma opinião sobre um cadeirante. Mas não dá para esquecer que antes de mais nada, vive uma pessoa sobre a cadeira e como todas elas; sonha, vibra e talvez espere um pouco mais.

Seria muito cômodo permanecer inerte, mas para muitos inércia significa o mesmo que abdicar a própria vida.

Depois que me tornei cadeirante já me prestei a vários papéis: A iludida, a revoltada, a embriagada... A vítima.
Minha vida tinha se tornado uma pasmasseira só. As horas não faziam diferença a não ser pela convivência familiar. Pontualmente as 11 horas minha mãe vinha me chamar, pois o almoço ia ficar pronto. Era a conta de escovar os dentes e me trocar para ser convidada a mesa.
O resto do dia se dividia entre a televisão, a conversa com meus pais, vizinhos, telefone e volta e meia um convite para sair.

Convite para beber eu diria, mas nem podia ser diferente. o grande problema das cidades pequenas é mesmo a falta de opção de lazer e depois cria-se o hábito.
Mas era sempre um "bem dito" convite. Encontrar os amigos, esquecer o óbvio, fazer trocadilhos e rir muito. E riamos hoje das bobagens de ontem e amanhã das de hoje. Éramos felizes e unidos.

Dificil era encontrar o que fazer quando não estava com a turma. Cá entre nós a sessã da tarde, além de repetitiva, não apresenta nenhum diferencial intrigante.

"Cabeça vazia; oficina do curioso" - eu diria.

Pedí para meus pais me levarem à biblioteca pública da cidade e escolhi um livro. Era o Alquimista do Paulo Coelho; e lí num dia. Voltei no outro dia e levei três, afinal teria um prazo de 15 dias para devolvê-los.
Virei freguesa. De 15 em 15 dias eu estava lá renovando os títulos e buscando um novo estímulo para minhas tardes.
Foram tardes animadas, cheias de suspense (estilo que lia muito), drama e emoção.

Bom para mim que tenho uma família atenciosa e atenta para as possibilidades.
APOIO: Meus pais sempre foram fundamentais.

Não teria mesmo nada demais se eu resolvesse aceitar o papel de vítima imposto pela sociedade. Era o que se esperava de mim. Mas meus pais só esperavam que passasse o choque e eu voltasse a viver.

E foi lendo.
Meus pais não compraram livros e nem tinham dinheiro sobrando para a cultura (isso é outra história, mas a prioridade financeira muda de acordo com o nível sócio-econômico), mas me levavam à biblioteca pública. Qdo não era um era o outro, mas bastava eu comentar que tinha terminado um livro e eles se punham a postos para me levar.

Daí em diante, pensei, então. Se é para ficar sem fazer nada, que seja fazendo alguma coisa.
Passei a ler compulsivamente romance, suspense, drama, contos, fáblulas, nada muito complexo ou inovador, mas todo fogo começa com a faísca.

De uma coisa não posso reclamar. Ser cadeirante e vítima me concederam tempo.
Diz o ditado popular que cabeça vazia é oficina do diabo,mas acho que só se for a cabeça do diabo ou de quem convive com ele.

Existem tantas possibilidades e tantas outras para se descobrir.
Não se prenda a convenções e nunca deixe te convencer de que não é capaz. De alguma coisa todo mundo é.

SABE O QUE EU ACHO? Encontre seu valor, mesmo que seja a aceitação (exercício de fé); mas exija respeito e consideração; não piedade.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ADENDO - Aprendendo com o passado 2



Decidi trabalhar quando tinha apenas 10 anos. Nã foi, assim, uma coisa muito pensada. Foi quase de "sopetão".

Eu estava numa loja com minha minha mãe comprando um biquini, quando entrou outros clientes e eu - metidinha - vendi algumas coisinhas.
É verdade que a dona da loja ficou impressionada com a minha desenvoltura, mas acho que naquela hora não tinha em mente ter uma funcionária mirim.
Não tinha em mente, mas caiu na bobeira de perguntar: "Quer trabalhar na loja?".

"Claro, quando começo".

Tanto minha mãe, quanto a dona da loja ficaram meio catatônicas; tanto que deixaram que eu fizesse uma experência no período inverso ao da escola.
Aliás, foi o tempo que durou.
Logo percebí que minha remuneração era muito pequena (1ª lição sobre dinheiro) e reinvindiquei um aumento no fim da experiência. rsrsrs

Bem... Eu acho que já deu para entender o fim dessa história.
Deixei o emprego e voltei a me dedicar somente aos estudos. Mas não por muito tempo.

E não podia ser diferente. Imagine que quando era pequena sempre bincava eu, minha irmã Jussara, e meus primos Hilário e Édera.
A gente sempre montava uma casa incrível na garagem de casa e escritório super legal na casa do cachorro (era bem grande para um cachorro).
A brincadeira começava pelo acordar, café da manhã, arrumação e pronto! Hora de sair para trabalhar. O que significava o mesmo que fim da brincadeira para Jussara e Édera.

Esse gosto que trago desde a infância, alimenta minha alma até hoje, mas foi graças a isso que aos 16 anos (quando fiquei cadeirante) estava trabalhando com carteira assinada.
Me aposentei aos 16 anos por invalidez, embora não me sinta e não seja assim.
E olha que eu ganhava bem para uma cidade pequena.
Mas o que eu queria dizer é que tem um monte de aposentado que como eu amam o trabalho e a maior parte, diferente de mim, já cumpriram sua etapa, trabalharam a vida inteira quase sempre com muito orgulho.
Não vejo porque sentir vergonha em pedir um aumento. É claro que a previdência vem passando por problemas, mas não vão ser os trabalhadores do Brasil que vão pagar essa conta.

Nada do que está sendo solicitado vai além dos direitos de todo cidadão.

SABE O QUE EU ACHO? Exija seus direitos, do seu pai, sua avó. Olhe a sua volta. Ganhar um salário não dá camisa para ninguém.

ADENDO - Brindando cogumelos



O que fizeram com as juras de amor que meus pais fizeram
E aquela rosa tão profunda e triste e calida? Até quando vai ser a sombra do apocalípse?
Até quando seremos repetitivos e guiados pelos interesses da ganância.

Vozes mudas gritando no desabafo de uma lágrima caindo dos corações das crianças vendo seu brinquedo sendo quebrado

O ódio impregnado,o vinho derramado e o brinquedo que não será dos meus filhos.
Tristes faces da dor que não quer mais acabar

Não conte nada a meus pais
Eles não precisam saber que suas ingênuas vozes não foram ouvidas
Nem que o inimigo não é mais a triste rosa.

Hoje os jovens brindam a dor com um cogumelo bem mais inocente.

SABE O QUE EU ACHO? Sou a favor de uma vida saudável, boa alimentação, alongamentos e acho que, dia após dia, as pessoas se voltam mais para um estilo de vida saudável. Agora fazer disse uma bandeira, uma implicância de fato (existe formas de não punir ou não humilhar cidadãos comuns), enquanto o país ferve de denúncias (finalmente), enquanto assuntos muito importantes para o bem estar geral, assuntos que ferem diretamente o país, saltam aos nossos olhos. Olha, faça me o favor!

^C - aposentado bem informado



“Esse reajuste é uma vergonha”, protestou Wilson Alves Linces, de 82 anos, que era gerente de banco ao se aposentar pelo teto em 1986, com 10 salários mínimos. Ele hoje recebe menos de três salários mínimos (R$ 1.182), depois de contribuir durante 42 anos para a Previdência. “Tenho consciência de que o INSS nunca vai voltar a nos pagar 10 salários, mas acho que eu deveria pelo menos receber pelo teto (R$ 3.218,.90), depois de tudo o que eu paguei. Já perdi muito dinheiro”, diz.

Leia muito mais: http://aposentadobeminformado.wordpress.com/

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Meus sinceros agradecimentos

É com muito orgulho e satisfação que apresento o selo que coloca este blog entre os 100+ do TOPBlog.
Não sei o que dizer. Estou realmente muito emocionada com esta novidade.
Não posso dizer que não esperei por este selo e que espero muito mais. É sempre assim, qto mais vejo que é possível, mais tenho as energias renovadas para seguir a diante. E os novos projetos e rumos que a vida tomar, serão combustíveis renováveis de felicidade
Obrigada. Muito obrigada por ser meu leitor, meu amigo se quer saber.

domingo, 23 de agosto de 2009

^C - Tradução coletiva - VIOMUNDO


mulherão; vanessacornelio

NO SÉCULO XIX, o maior desafio moral foi a escravidão. No século 20, foi a vez do totalitarismo. Neste século, é a brutalidade infligida a tantas mulheres e meninas em todo o mundo: tráfico sexual, ataques com ácido, noivas queimadas e estupros em massa.

Porém, o combate às injustiças que as mulheres sofrem nos países pobres é de primordial importância -- a oportunidade que elas representam em termos econômicos e geopolíticos é ainda maior. “As mulheres sustentam metade do céu”, diz um ditado chinês, embora isso seja na maior parte dos casos apenas uma aspiração: em grande parte do mundo, garotas são analfabetas e mulheres, marginalizadas.

Não é um acidente que esses mesmos países estejam desproporcionalmente afundados em pobreza e partidos por fundamentalismos e caos. Há um reconhecimento crescente por todos – do Banco Mundial aos membros do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e a ONGs como CARE - de que concentrar políticas assistenciais em meninas e mulheres é o mais efetivo modo de combater a pobreza global e o extremismo. É por isso que a ajuda externa tem sido cada vez mais dirigida a mulheres. O mundo está acordando para uma poderosa verdade: mulheres e meninas não são o problema; são a solução.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/traducao-coletiva-para-dilma-marina-e-heloisa-lerem-em-casa/ - fonte


terça-feira, 18 de agosto de 2009

ADENDO - SOMOS A NOVA ERA




Música, política, saúde... Informação... Conhecimento.
O conhecimento - embora cada dia mais valorizado - deixou de ser artigo de luxo. O que antes era assunto para acadêmicos, virou motivação no twitter e discussão em blogs – muito mais visitados que qualquer biblioteca pública.
Também, como não poderia? As novas mídias providas pela rede mundial, além do acesso irrestrito, concentram uma infinidade de assuntos e temas, das mais variadas “opiniões” e “escolas”- e como nunca, popularizam a arte, cultura, as ciências e a política, levando a lugares jamais imaginados.
A internet é tão democrática – discussões sociais a parte - que oferece, inclusive e graças à evolução tecnológica, a possibilidade de discutir assuntos e colher informações diretas na fonte, acompanhadas de uma bela cerveja na Cia dos amigos, se for do gosto.
E oferece mais. Oferece escolha. É o olhar que direciona o conhecimento... Ou a diversão?
Senhoras e Senhores eis a sociedade da informação!

Sociedade da Informação - também chamado de Sociedade do Conhecimento - que surge no fim do Século XX, com origem no termo Globalização. Este tipo de sociedade encontra-se em processo de formação e expansão. (fonte – wikipédia)

Esta nova sociedade – que somos nós - cria novas necessidades e desejos, deixando para trás velhos costumes - reciclando outros - sempre a base de muita informação; sejam novidades, constatações ou experimentos.
Seja o que for – informação é a chave para a nova realidade – o conhecimento.
Essa, que é a nova base da economia, faz cair profissões - Os mais alarmados temem até uma catástrofe social - Mas a nova era da informação desmistifica, projeta e valoriza novas carreiras e até dá credibilidade a profissões que estiveram à margem até pouco tempo.
Conhecimento não é “caretice”, nem é notícia apenas. Ele está no mundo todo, em todo mundo e em rede.
SABE O QUE EU ACHO? Conecte-se

DISCURSO DE FÉ


http://www.markryden.com/paintings/index.html

Sinto as palavras escorrendo pelas entrelinhas.
Como é difícil trazer o passado a tona, quando já não reflete o que sou.
Sinto como se estivesse amordaçada, presa por convenções sem importância, mas que ao mesmo tempo, assim como a fé, me faz mover sem sentido.

Ter deixado de sonhar com a faculdade pública e todas elas em geral, deixou um vazio imenso e rompeu muitas crenças.

A fé! Ela é desvinculada do racionalismo, não precisa de provas nem é passível ao questionamento. Acredita-se!

Eu tinha deixado de acreditar e acho agora, que esse foi o primeiro passo em direção ao conhecimento. Não é a dúvida o princípio dele?
Aliás, muito conveniente tratar desse assunto agora que a igreja universal é posta mais uma vez na mira de acusações e escândalos.
Mas nem por isso os fiéis da Universal se intimidam ou envergonham de sua fé cega. Muito pelo contrário, têm certeza que é o "Diabo" testando sua fé. E sabe o que mais? - Se essa fé se abala, "ele" vai levar todo mundo para o inferno.
Fica quase impossível penetrar nesse contexto e inserir qualquer controvérsia.

Eu pelo menos era católica. E cá entre nós, para muitos isso não significa mais que um certificado para circular entre os demais. É claro que existem católicos tão fanáticos, quanto existem evangélicos menos radicais, mas isso não afeta o discurso da fé. "Aceita os designos de Deus".

Nunca tinha tido problemas com isso até então.
Até os 16 anos (idade em que fiquei paraplégica) eu tinha uma vida incrível: Pais dedicados, irmã bondosa, família presente, amigos às pencas, ótimas notas na escola e era admirida pela minha beleza física.
Que dúvidas eu poderia ter? Ainda mais que somado a isso, o ano era "93" e informação, ou era pela TV (máquina de manipular) ou jornal impresso - quase um artigo de luxo naquela época, especialmente em pequenas cidades,como a que eu morava.
É por isso que eu digo que a raiva é mais benéfica que a fé. Ambas caminham pela limiar das emoções, mas a raiva gera questionamento, enquanto a fé, aceitação.

SABE O QUE EU ACHO? A raiva é um sentimento muito desgastante e você não precisa dela para enchergar um mundo melhor. Mas se não houver saída, aprenda a usá-la a seu favor e não contra os outros. E não perca a fé... Mesmo que a fé seja na ciência.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

OS DENTES - POR MIM MESMA


OS DENTES ESTÃO PARA A BOCA
A BOCA ESTÁ PARA A CABEÇA
E NA CABEÇA UMA VONTADE LOUCA DE BEIJAR
E NEM PRECISO ABRIR A BOCA
GRITAM OS OLHOS QUE OLHAM A BOCA
E BRILHAM OS DENTES QUANDO MOLHAM À LINGUA A PASSEAR
PASSEAM PELOS LÁBIOS E PELA VONTADE DE BEIJAR
MAS SEM DENTES... DEIXA P LÁ!
ahUahUAhuHAUhuau


SABE O QUE EU ACHO? Escove bem os dentes e use fio dental. Seu amor agradeçe. Beije muuuuuuuuuito mesmo! TE AMO BB.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

^C - ELEFANT GUN



Em Abril de 1999, o mundo assistia ao massacre da Escola Columbine (subúrbio de Denver,Colorado).
Dois estudantes, Eric Harris (18 anos) e Dylan Klebold (17), entraram armados na escola e assasinaram a sangue frio 15 alunos, ferindo outros 28, suicidando-se em seguida.

Em mais uma tragédia anunciada, o massacre de Columbine colocou mais uma vez em evidência o polêmico tópico do controle de armas nos Estados Unidos, onde se pode comprar armas pesadas até pelo correio.
Mas, além de toda a controvérsia sobre porte de armas, o caso Columbine indiretamente toca num ponto sensível da sociedade americana: a divisão social entre duas (hipotéticas e incompreensíveis)"castas"-"losers" e "winners".
Hipotéticas porque carecem de qualquer explicação racional, incompreensíveis porque totalmente fora do contexto real da sociedade(mesmo em uma sociedade tão obsecada por dinheiro e sucesso como a americana).
Os estereótipos mais cruéis de opressão social, como aquela velha história de nerds e atletas (os populares e o "resto"), acreditem, não existem só na sessão da tarde. Qualquer um que conheça ou tenha vivido nos EUA por algum tempo, sabem que essa polarização é real, e que também,o sofrimento desses"humilhados e ofendidos"é imenso.
A sociedade americana(e a ocidental em geral),em que mais e mais o biopoder lança seus tentáculos, é também uma sociedade em que certos modelos são consagrados como ideais (o corpo ideal, o rosto ideal, o peso ideal, o comportamento sexual ideal, a inteligência ideal, etc) e os que não se enquadram, imediatamente descartados e condenados ao inferno do desprezo e da humilhação constantes.
Os inúmeros massacres em escolas, são sempre perpetrados por aqueles considerados "losers", adolescentes (na maioria homens) com um histórico de "bullying", de desprezo e desconsideração constantes. Longe de se dizer que essas humilhações justificam um comportamento assassino, precisamos também tentar entrar na mente e no coração desses adolescentes humilhados, que veem no assassinato em massa, uma hipotética vingança contra seus algozes. Gus Van Sant(1952), é um diretor americano que longe das platitudes da maioria de seus compatriotas, encara seu país com olhos sempre(muito)críticos.
Em sua obra prima-"Elefante"(2003), Van Sant,parte da tragédia de Columbine para fazer sua leitura da apatia e principalmente, do absurdo conformismo social americano ("conformismo bovino" na conhecida observação de Simone de Beauvoir).Palma de Ouro no Festival de Cannes(assim como melhor diretor),Elefante faz uma leitura não-linear de um dia aparentemente comum numa escola secundária, claramente inspirada em Columbine. O cotidiano estudantil reflete a sociedade, e claro, há os que sempre perdem e aqueles que aparentemente são só caixa de ressonância dos preconceitos mais absurdos e incompreensíveis.
O trabalho de Gus Van Sant está longe do realismo do cinema americano convencional. Em Elefante, há,por exemplo, vários versões de um mesmo fato, em que, em subtraindo uma certa verossimilhança realista, o filme ganha em dimensão psicológica.
Os sintomas sociais estão todos lá: o desprezo pelo diferente, o conformismo mais grosseiro ao senso comum, e o que é mais assinalado por Van Sant, o erro de ver nessas perversões sociais a suposta normalidade das coisas.
Todas as frustrações de nosso sistema social contemporâneo (e suas nefastas consequências psicológicas) são dissecadas nesse filme exemplar.

Não espere uma narração convencional; Van Sant analisa a neurose de um país que ainda se pensa eleito,diferente de todos os outros; e é impiedoso ao dar seu diagnóstico:a sociedade americana (e o ocidente) está doente. Um filme desafiador, corajoso, inteligente, que não se perde em nenhum momento, que aponta e aperta a ferida do narcissismo exacerbado e doentio de nossa época.

FONTE: minhaliteraturaagora.blogspot.com

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O QUE É APROVEITAR A VIDA?


montagem: a vida, no fundo; vanessacornelio

Diz uma lenda indiana, que uma mulher atravessava uma floresta com seu filho no colo, quando uma voz, que vinha de dentro de uma gruta lhe chamou: "Entre e leve tudo o que quizer, só não esqueça que você tem apenas 20 minutos e não deve deixar para trás o principal". A mulher ainda desconfiada, entrou na gruta e encontrou muitas riquezas. Imediatamente, colocando seu filho no chão, começou a pegar tudo o que podia, mas os possibilidades não tinham fim. Faltavam dois minutos para terminar o tempo, qdo a voz notificicou sua saida assim que o tempo terminasse, e mais uma vez alertou para que não se esqueçesse de levar o que era realmente importante. - A mulher, estava tão absolvida na tarefa de pegar o máximo que pudesse que colocou tudo o que podia na roupa e nas bolsas que carregava. No fim do tempo, saiu correndo para não ficar trancada para sempre... Mas ao sair da gruta percebeu que tinha deixado o filho para trás.

A vida passa rápido e a morte chega de inesperado. Para o que vem antes e o que vem depois existem muitas hipóteses. Mas o que de fato importa durante a vida?
A indiana largou seu filho para trás por ganância, riqueza e prazeres materiais. Mas e nós... Do que abrimos mão pela vida em função da vida?
Quantos sonhos e projeto não deixamos de lado por motivos mais importântes à sobrevivência? Ou pior! Quantas pessoas magoamos na concretização desses planos. Seja pela falta de tempo, seja por frases mal colocadas num momento de "correria".
Aliás, essa tal correria tem sido responsável por muitos problemas de relacionamento, mas afinal estamos correndo atrás de quê? - O grande amor, realização profissional, enriquecimento, descobertas, sucesso, fama, publicidade? - Para quê?
Aí como sempre digo, cada um tem seus próprios interesses e desejos; cada um a seu tempo. Diga-se de passagem, os desejos mudam de acordo o com o entendimento de mundo que cada um tem. - Uma nova informação, um novo sentimento e a própria necessidade muda.

Certo é que viver é uma arte cheia de mistérios e paradigmas.
Depois da decepção de ser reprovada em meu 1º vestibular, consegui ser aprovada numa faculdade privada. - Advinha só! Não pude fazer. Minha família não tinha como pagar as mensalidades e moradia em outra cidade.
Bem, também tinha a questão de que eu ainda não tinha independência/habilidade para me virar sozinha, mas vamos nos concentrar num problema de cada vez (um bom conselho). Não adiantava nada me preocupar com isso naquela agora, já que nem grana para estudar eu tinha.

E assim eu fiz. Não me preocupei com a reprovação na faculdade pública, não me importei em não poder mudar para outra cidade para estudar. Não me importei tanto que fui cada vez me importando menos com a faculdade.
Alguns acham que se empenhar para aprender o máximo de coisas que puder, agregar conhecimentos e sabedoria é a melhor maneira de aproveitar a vida. Mas lembro-me do que disse Albert Einstein que a mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original. http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein O que me faz pensar o quanto é bela a ignorância. Ou pelo menos útil.
Para mim pelo menos foi.
Depois de tanto tropeço ( adjetivo carinhoso para tragédia), achei melhor me jogar.
Festas, bebidas, mais festa e mais bebida. Prazer para suportar a dor? Êxtase da vida?
Não vou dizer que não foi divertido, por que... Ah! Isso foi!
Conhecí lugares, pessoas e mesmo sem perceber; culturas diversas.
Mas se todo carnaval temseu fim, não é a dor q há de ser
Foram longos anos descaso (tá, e diversão). Mas não posso dizer que a dor não tem seu valor. Aliás as lições que aprendemos na dor ficam por toda vida... Mas não doem para sempre.

Para um bom entendedor um pingo no "i" basta, mas será que resolve o dilema da vida?



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SABE O QUE EU ACHO? Trate o outro com o mesmo respeito que gostaria de ser tratado. Viva a vida é deixa ela te levar. Mas não feche sua mente! Ela será a senha para ir para o mundo que quizer.

^C - GENTILEZA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM

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Gentileza Gera Gentileza


Gentileza Gera Gentileza é uma ação social, criada para espalhar as mensagens de amor e paz deixadas originalmente por José Datrino, o Profeta Gentileza.
Resgatada por empresários cariocas, a iniciativa quer também trazer de volta valores esquecidos como a solidariedade e o respeito ao próximo, incentivando a adoção de pequenos atos de gentileza, ao alcance de todos nós. A idéia é que, estes pequenos atos, se praticados no dia a dia, por uma grande quantidade de pessoas, tenham um efeito multiplicador fantástico e possam melhorar a vida de todos nós.
Navegue, participe, contagie-se! Espalhe gentileza por onde você estiver!

http://www.gentileza.net/

SABE O QUE EU ACHO? Ô mundo louco! Confundimos gentileza com interesses. Temos medo e desconfiança, mesmo qdo querem nos fazer o bem. MAS GENTILEZA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM!

terça-feira, 28 de julho de 2009

OS NOVOS E O VELHO VESTIBULAR


cadeira elétrica; vanessacornelio



Os vestibulares estão passando por transformações!
Ora, ora, já era não era sem tempo.
Mas que mudanças, de fato, aconteceram?
Esse negócio de vestibular é literalmente coisa do passado. Foi instituído no século XX (parece ontem), no ano de 1911. HEIM?
Isso mesmo, e era divido em questões escritas e orais. As provas de múltipla escolha, ainda utilizada nos moldes de hoje, vem desde 1964. MODERNO!
http://pessoas.hsw.uol.com.br/vestibular1.htm
É claro que, hoje, as provas variam de instituição para instituição e aí depende do grau de importância e procura. Você até pode fazer prova escrita, e dependendo do curso ainda vão testar sua aptidão.
Mas enfim é chegado o momento da mudança e sabe qual é?
Mais uma prova. O ENEM!
Ouvi falar a primeira vez do ENEM quando estava terminando o colegial (ensino médio) e fiquei revoltada. “onde já se viu? Tanta pressão e agora esse facilitador?”
Bem... A revolta era somente por que eu não ira me beneficiar. Coisas de adolescente! – Mas pensando bem, eu estava coberta de razão, embora por outros motivos.
Logo que terminou o ano de 1993, quando sofri acidente, ficou decidido que voltaria para a escola no ano seguinte. Ofereceram uma prova final para aprovar-me no 2º colegial, que não aceitei. – Não fazia sentido para mim, concluir sem assistir às aulas.
Bem, mas no final das contas conclui o segundo grau (ensino médio) numa escola particular. Fiz o “terceirão” (3ºano com revisão geral do conteúdo para o vestibular) para tentar uma vaga numa faculdade pública e chegada a hora, lá estava eu. Mal conseguia segurar nas mãos, a garrafinha d’água, de tanto que tremia.
Na frente da faculdade onde seria a prova, todos conversavam descontraidamente entre amigos. – Mas eu, acompanhada pela minha mãe, estava tão tensa, que não parecia eu mesma.
As provas de vestibular são assim mesmo. Massacrantes, cheias de pegadinhas e testes emocionais. Não é para analisar seu conhecimento de fato, mas sim sua capacidade de lidar com questões de adversidade.
Fiquei em 4º lugar na lista de espera da UNESP para o curso de Eng. De Alimentos (ter facilidades, p escolher; não facilita as escolhas) e naquele ano chamaram 3 (três mesmo).
Revolta maior foi saber que se eu tivesse me esforçado um pouco mais, ao invés de me ocupar com assuntos tão triviais, como adaptação e entendimento de uma nova realidade.
Afinal... Sociabilizar é mais fácil quando não tem que se preocupar com questões como a largura da porta do banheiro, ou se vai ter alguém para te ajudar a subir um degrau, isso entre outras e fora as questões existenciais, que essas, talvez Freud explique.
Trivial!
“E cada vez mais todos os dias!”
Mas no começo nem tanto assim. É difícil se sentir preparada, quando ainda não é possível se reconhecer.
Mais um problema como tantos outros!
Existem “N” pessoas com “N” problemas no mundo e muitas delas, o problema é com a “prova”.
Não seria mais justo se fossem analisados os históricos desses alunos?
Sempre fui uma aluna que teve boas notas e não saía da sala da diretoria por dispersão e indisciplina (que feio, mas também, o conteúdo não era suficiente para manter-me quieta!). Eu realmente não desejava depender do meu histórico àquela altura do campeonato. Mas pense como seria?
“O candidato apresentaria seu histórico para a instituição do seu interesse e diante da aprovação do “currículo”, realizaria uma prova segmentada; voltada para aptidão e conhecimento específico.”
Garanto que se começasse a ser cobrado desta forma, o histórico escolar dos alunos de escolas públicas e privadas não seriam tão discrepantes. (não estou tentando minimizar as questões sociais que assolam o problema)
Incentivo, estímulo e compromisso!
Mudança de comportamento é a questão e o grande desafio da educação moderna.

Sabe o que eu acho? Os alunos de escolas públicas não são educados para serem donos do mundo e sim para trabalharem nele.